quarta-feira, 24 de março de 2010

Flores cinzas


Sinto que estou absurdamente sendo mastigada por uma espécie de solidão, que chega a ser medonha por não me deixar perceber que estou tão eu comigo, que fica me iludindo para que eu não queira estar fora dela, sem nem ao menos saber que já estou dentro, cada vez mais e mais, em cada momento maldito ou bendito (diriam os que ficam iludidos por mais tempo) de ilusão que faz com que eu pareça estar forte. Sinto que essa espécie de solidão vai continuar me enganado pelos próximos meses, quem sabe por mais de uma estação, ela só vai mostrar a tua verdadeira cara quando eu me conseguir enxergar aonde ela conseguiu me levar, ao fundo do poço mais escuro, só assim, quando não houver mais forma de poder sair de seu poço fundo e sem fim, é que ela vai se revelar, e vai me mostrar o quanto eu projeto coisas irreais e as moldo em pessoas e lugares que não existem em nenhum lugar que não seja na minha mente apertadinha que não tem espaço pra encarar a realidade se não estiver no fundo do poço mais escuro e sem fim que só a espécie medonha da solidão do século XXI é capaz de lambuzar na minha cara e na de todos nós que fazemos loucuras noturnas só pra fugir dessa assustadora realidade atual.

4 comentários:

Junior disse...

também sinto essa solidão e também sou um desse q fazem loucuras noturnas!

=**

Cláudio Luiz Almeida disse...

Meu, se eu tivesse escrito esse texto sobre mim ele seria perfeito para de descrever neste momento. Oh, como eu compreendo essas palavras!!!!

Olive disse...

as vezes quando eu leio um texto e ele é bom eu penso.
"droga!pq eu não escrevi isso!"
AsuHASUhAhsUAH

eu li o seu texto e pensei.
"droga!...pq eu não escrevi isso."

Thaís. disse...

Adorei o texto, isto também acontece comigo...

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